Tava sentado a tentar estudar, fadiguei-me um pouco, buscava em mim ideia para o que fazer! Lembrei-me do meu blog e encontrei-me sem tema e ideia sobre o que escrever...
Meti-me a ouvir Michael Jackson abri o meu facebook, vi muitas pessoas online e pensei; não conheço 50% delas(e), pessoas, que se nos cruzássemos na rua, de certeza que, se, nos lembrássemos daquelas pessoas íamos passar pelas mesmas sem querer saber ou até mesmo dar importância, simplesmente ignorando sem reconhecer o valor humano.
Lembro-me de um dia, tava a fazer uma pequena ilustração sobre a amizade eu dizia que entre os nossos amigos era importante figurar uma pessoa de certa idade avançada e uma criança. O senhor de idade para nos ensinar a prudência, a sabedoria e a criança para nos mostrar a alegria e a espontaneidade. Quando temos a sensação de estarmos presos é porque, de fato, estamos amarrados aos nossos papéis sociais, às expectativas que as outras pessoas têm de nós, ao controle que queremos exercer sobre os outros, porque perdemos a nossa espontaneidade.
A vida, por definição, é solta, livre e natural. E essa naturalidade é a base de uma pessoa feliz. À medida, porém, que somos educados, aprendemos a reprimir as nossas emoções e os sentimentos, formalizamos o contacto com o mundo e, nos tornamos pessoas premeditadas. E aí nós nos perdemos, enquanto seres que estamos na existência para celebrá-la, usufruindo a misteriosa e prazerosa relação entre nós e o mundo. É quando a imagem que o outro tem de nos é mais importante que nosso prazer corporal. É quando gastamos enorme energia não para sermos o que somos, mas o que os outros esperam de nós.
Toda repressão começa com o medo do que os outros vão pensar a nosso respeito e o medo do castigo decorrente disto, principalmente o perigo da rejeição. Aí a representação ocupa o lugar da vida. Nós nos tornamos actor e nos apegamos excessivamente às nossas máscaras sociais: pai, mãe, chefe, rico, pobre, mulher, homem, professor, marido, esposa, adolescente, etc.
Quanto mais reprimimos os nossos sentimentos para nos adequarmos a estas “personagens”+ perdemos em individualidade, + sacrificamos o desenvolvimento natural e o fluir harmonioso do nosso aparato corporal, tão necessários à nossa felicidade. A palavra personagem vem do latim: persona que significa máscara. A pessoa neurótica é aquela que vive se escondendo atrás de máscaras, de papéis, cujo objectivo é protegê-la dos outros,
Antes que mulher, que homem, que adolescente, que negro, que chefe, que pobre, que esposa, que mãe, que filho nós somos GENTE. As necessidades naturais do ser humano devem ser atendidas prioritariamente, antes que as necessidades criadas pelos seus papéis sociais. Vivemos em uma sociedade extremamente ligada à imagem. E devemos cuidar da nossa imagem perante as outras pessoas. Devemos “vender” uma boa imagem no mundo dos negócios, no mundo público, na sociedade mais ampla. Mas isso não pode se tornar o esforço fundamental de nossa existência, a ponto de nos tornarmos escravos desta imagem e nos fragmentarmos, de todas as formas, para atendermos às expectativas dos nossos roteiros sociais. O grande psicólogo Frederick Pearls, da Gestalt-terapia, costumava preceder as suas sessões de terapia com a leitura do seguinte texto:
Eu sou eu e você é você.
Eu faço minhas coisas e você faz as suas.
Não estou neste mundo para viver de acordo com suas expectativas e nem você está neste mundo para viver de acordo com as minhas
Eu sou eu e você é você.
Se nos encontrarmos assim, será lindo, maravilhoso, é o amor.
Se não, o quê que eu posso fazer?
A vitalidade humana, a fluência maravilhosa da vida acontecem quando as nossas energias emocionais são claramente expressas. Ter consciência das nossas emoções, quaisquer que sejam elas, consentir, humildemente, nelas e expressá-las da nossa maneira é o primeiro passo para relações espontâneas, naturais e amorosas. Amor e intimidade estão juntos.
O formalismo distancia. Há momentos para a formalidade na nossa vida social, mas precisamos de muitos momentos sem amarras, sem protecções, sem estarmos prevenidos. A vida é para ser vivida e não para ser representada. Ser livre é assumir inteiramente nossos choros, nossas tristezas, nossas raiva e, sobretudo, nosso AMOR.
Se um dia você der um lindo espectáculo e ninguém aplaudir,não fique triste... Pois o SOL ao NASCER dá um lindo espetáculo...... porém todos estão DORMINDO ñ tem como ser aplaudido mais consegue ser reconhecido ao acordar atravês da luz que da ao dia.! Aí, que lindo dia..........
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
DIFERENÇA
Define-se o ser humano como sendo um ser complexo dotado de bastantes capacidades, contudo e apesar de sermos “idênticos” em muitos aspectos, em muitos mais somos distintos pois existe no ser humano uma diversidade a nível biológico, cultural e individual.
Somos biologicamente diferentes uns dos outros porque temos um genoma que varia de pessoa para pessoa (excepto em gémeos homozigotos que são aqueles que resultam do desdobramento do ovo). A passagem da informação genética dá-se de pais para filhos e os agentes responsáveis são, efectivamente, cromossomas (longos filamentos enrolados, constituídos quimicamente por ADN), genes (segmento de um cromossoma a que corresponde um código genético) e ADN (ácido desoxirribonucleico, constituído por duas cadeias enroladas que são compostas por quatro bases azotadas, a timina, a guanina, a citosina e a adenina).
Por conseguinte podemos afirmar que a informação genética transmitida vai ser diferente em todos os seres vivos, excepto o caso que já mencionei e por tal somos todos geneticamente diferentes uns dos outros.
O ser humano é também diferente no que se relaciona com o seu cérebro. Os nossos cérebros são fisicamente diferentes uns dos outros, no entanto o processo de individuação ultrapassa as definições genéticas, porque as experiências vividas pelos indivíduos desde as intra-uterinas como ao longo da sua vida marcam as estruturas do cérebro, fornecendo assim a singularidade. Podemos também dizer que somos dotados de uma diversidade cultural, sem a cultura, sem as possibilidades de desenvolvimento que nos proporciona crescer num contexto cultural particular, seríamos seres incompletos, inacabados. Nascemos, crescemos e vivemos em contextos socioculturais muito variados. É nestes que se desenvolve, em interacção uns com os outros e com os diferentes ambientes e situações a aprender, a capacidade de criar e de transformar subjacente ao processo de adaptação.
O processo de integração numa sociedade e cultura particular, indispensável para todos nós, faz com que a diversidade cultural, dos contextos socioculturais onde nos inscrevemos, se traduza em formas distintas de estar, pensar, de ser e de nos comportarmos.
Por último e, na minha opinião, o mais importante é a nossa diversidade a nível individual. Sobre isto nós responderíamos, à priori, que sim, que todos somos diferentes e no que diz respeito ao foro pessoal a diversidade ainda se torna mais visível mas, o que maior parte de nós não tem noção sequer é que é essa mesma diversidade que se torna muito importante para a nossa adaptação e para o respeito e compreensão que devemos ter pela diferença.
Nós somos seres autónomos e auto-determinados, porque somos capazes de escapar tanto a uma determinação biológica como a uma determinação sociocultural. A influência das práticas e dos significados socioculturais interage com a singularidade do nosso corpo, do nosso ponto de vista e da nossa experiência do mundo. É nesta dimensão pessoal, que é construída sempre com referência a um certo contexto, que se enquadram os significados e valores que atribuímos às pessoas e às coisas.
Então, e por tudo isto que mencionei, somos diferentes sim e a vários níveis como é perceptível, mas, agora a pergunta que paira na cabeça das pessoas é: “Qual a importância e as respectivas vantagens da diversidade humana?”
Ora bem, sermos diferentes traz vantagens inerentes sendo uma delas a aceitação pelo o que é diferente, nem sempre isto acontece, é verdade, mas pelo menos deveria acontecer. O que eu quero com isto dizer é que, ao vermos as diferenças entre nós passamos a estar mais aptos para aceitá-las, respeitá-las porque, como todos nós bem sabemos, existem determinados grupos, minorias como imigrantes, homossexuais, pobres que são alvo de desrespeito pela diferença. Agora as coisas são diferentes, não quero com isto dizer que agora já não há qualquer tipo de desrespeito, porque há, mas é menor. São cada vez mais comuns os estudos e os textos científicos onde se procura incluir saber sobre populações diversas, mas não basta incluir a diversidade nos estudos porque é preciso que estes sejam sensíveis à população que estudam e que evitem formas de “imperialismo cultural”, onde é imposta uma visão estranha a essa população.
Para desenvolvermos as nossas capacidades e potencialidades enquanto seres humanos autónomos e livres, necessitamos de crescer e de viver em meios que nos permitam exercer e praticar essas capacidades de autonomia e de liberdade; precisamos de nos sentir apoiados e desfiados, compreendidos e respeitados. Por tal, outra vantagem da diversidade humana é mesmo tornar um mundo mais justo e igual, sendo esta última palavra que mencionei estranha, pois pessoas diferentes e mundo igual será incompatível, pensam muitos, mas não, porque é com essas diferenças todas juntas, com a sua aceitação, respeito, compreensão e aprendizagem através das mesmas que nós conseguimos viver melhor numa sociedade integrante. Quanto mais forem as diferenças mais são os valores por nós adquiridos através delas, maior vai ser a nossa capacidade de aprender e interiorizar o conceito de justiça.
O problema não está nas diferenças entre cada um de nós mas sim na incapacidade que, muitas vezes temos, em torná-las semelhanças.
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